“Voto consciente”

Senado quer eleitor mais perto do Legislativo e faz campanha por voto consciente

Com o objetivo de levar mais eleitores às urnas no dia 3 de outubro e ampliar o número de votos válidos, o Senado Federal lança, ainda neste mês, campanha de conscientização sobre a importância do voto na composição do Poder Legislativo. O propósito é aproximar o cidadão do trabalho feito no Congresso Nacional, em especial, no Senado.

A realização da campanha durante o período eleitoral foi autorizada na quinta-feira (12) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao apresentar o pedido para veicular os anúncios, o presidente do Senado, José Sarney, destacou a necessidade de envolver o cidadão no processo eleitoral e legislativo, considerando “o elevado índice de abstenção e de votos inválidos para o cargo de senador na última eleição de 2006”.

Ao julgar o pedido, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, considerou que a publicidade proposta pelo Senado não apresenta intenção eleitoreira, sendo um reforço às campanhas promovidas pelo tribunal, visando “educar e orientar o cidadão para o voto consciente”.

Inédita no Brasil, a campanha foi idealizada e produzida pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, sem a contratação de agências de publicidade. Conforme explica a coordenadora do projeto, Elga Lopes, o mandato de senador tem peculiaridades que não facilitam a interatividade com o eleitor, sendo necessário ampliar as formas de comunicação com a sociedade.

– O cargo é majoritário, assim como presidente e governador, porém sem a agenda de ações e obras típicas do Poder Executivo. Por outro lado, os senadores não costumam ter nichos eleitorais geográficos ou setoriais claramente definidos, como têm os deputados. Além disso, o mandato de senador é o único com oito anos de duração, reforçando muitas vezes a sensação de distanciamento do eleito com os eleitores – disse Elga Lopes.

O mote da campanha é reforçar no eleitor a ideia de que são os parlamentares no Senado e na Câmara os responsáveis pelas leis vigentes no Brasil, sendo essencial, portanto, o voto consciente dos brasileiros na escolha de seus representantes.

(Original aqui.)

Comentário: se quisessem mesmo “voto consciente”, investiriam em educação. Ponto final.

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