A arte imita a vida


Às vezes é incrível como a arte imita a vida.

A arte imita a vidaSou um fã declarado e incondicional da série House of Cards, da Netflix. Desde a primeira temporada acompanho o anti-herói Frank Underwood em suas peripécias para chegar à presidência dos EUA. Quem acompanha a série sabe que (quase) tudo que ele faz é ilícito. Mas mesmo assim, (provavelmente) adora a personagem.

Mas o que é interessante é ver que a série retrata exatamente como é a política na realidade. Claro, é a política americana. Mas a política, em termos gerais, é igual em tudo quanto é lado. Veja-se, como exemplo, o trecho abaixo, divulgado livremente na página da série no Facebook:



A fala de Underwood é precisa ao definir o motivo de sua dominação: “o povo não sabe o que quer”. E é por tal motivo que “eles” fazem o que querem “conosco”, o povo (discordo da oposição “nós” e “eles”, mas a utilizo aqui para explicar o ponto de vista).

Em outras palavras: se o povo “não sabe o que quer”, fica apático (como esta notícia bem mostra) e aqueles que estão imbuídos do poder político ocupam este espaço. É como eu dizia nas minhas aulas. Imaginemos que a junção da sociedade civil com o Estado seja um círculo dividido em duas partes. Quanto maior a parte ocupada por uma, menor a parte ocupada por outra. Não existe “vazio” neste círculo”. Se o espaço ocupado por um lado aumenta, o espaço do outro diminui, e vice-versa. Ou seja, se o povo ocupa os espaços, diminui a atuação do Estado. Por sua vez, se a atuação do povo se retrai, o espaço é invariavelmente ocupado pelo Estado.

Consequentemente, se o Estado ocupa espaços, ele vai querer fazer tudo. Vai querer “segurar seus dedos melados e limpar as boquinhas sujas”. Vai querer “ensinar o certo e o errado”. Vai querer “ensinar o que pensar, como sentir e o que querer”. Em síntese, vai definir todos os aspectos da vida do cidadão.



E quando isso acontece, meus caros, é o fim. Porque aí termina a democracia e tem início o totalitarismo.

O que você pensa sobre o assunto? Deixe abaixo seus comentários ou entre em contato. Terei toda a satisfação em debater o tema.

Então é isso, pessoal. Um abraço a todos e até a próxima.

Prof. Matheus Passos

PS: não se esqueçam de ver o novo vídeo que disponibilizei ontem no meu Canal no YouTube. Coincidentemente, falo um pouco sobre o mesmo tema, mas tendo como base outra série da Netflix – Black Mirror.

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