Posts Tagueados ‘Estados Unidos’
Após Minnesota e Missouri, Santorum também ganha prévias no Colorado
Considerado favorito a rival de Obama, Mitt Romney tem desempenho fraco.
No Colorado, Santorum obteve 40,2% dos votos apurados.
Leiam breve comentário ao final do texto.
Liberdade na internet (?)
Aqui nos EUA esta havendo uma discussao interessante sobre dois projetos de lei que estao em tramitacao na Camara dos Representantes e no Senado. Estes projetos sao chamados de SOPA e PIPA, e dizem respeito a uma iniciativa de empresas de midias (a maioria de Hollywood) que buscam criminalizar toda e qualquer iniciativa de divulgar videos, musicas e coisas do tipo na internet. Do outro lado estao empresas de internet, como Google, Facebook e Wikipedia, que obviamente sao contra tais projetos.
O debate eh forte, e abaixo coloco algumas informacoes (em ingles) para que voces possam saber mais sobre o assunto. E sugiro que divulguem, porque se tais projetos forem aprovados, ficara meio complicado fazer um mero video para declarar seu amor por sua (seu) namorada(o)…
A “cara” da liberdade
Como disse ha alguns dias, os EUA realmente sao a “terra da liberdade”. Sobre isto, escreverei posteriormente, com mais tempo e algumas fontes que nao estao na minha mao no momento. No entanto, a titulo de “curiosidade”, coloco abaixo fotos de mapas divulgados pelos proprios americanos a respeito da conquista de seu territorio no “Velho Oeste”. Como se pode perceber, a liberdade americana veio diminuindo – e muito – a liberdade de outros povos. Semelhancas com os dias atuais?
Brasil x EUA: afastamento gradual
Tomando por base a taxa anual de convergência com os Estados Unidos nas votações realizadas na Assembleia Geral da ONU, em mais de seis décadas e 18 mandatos presidenciais, o cientista político Octavio Amorim Neto, da Fundação Getulio Vargas do Rio, apresenta um interessante panorama do processo histórico que moldou nossa política externa, levando-a a um progressivo distanciamento em relação aos Estados Unidos.
Região inquieta
Encerrado ontem o segundo turno da primeira de três fases das eleições parlamentares, o Egito se vê diante de uma realidade política inesperada: os partidos islâmicos começaram o processo eleitoral recebendo cerca de 60% dos votos, proporção que deve ser confirmada nas próximas etapas, mesmo com uma participação menor do eleitorado.
EUA e UE exigem que Síria pare repressão e aceite observadores
Estados Unidos e União Europeia divulgaram nesta segunda-feira um comunicado conjunto exigindo que a Síria interrompa a repressão e permita a entrada de observadores internacionais. A pressão é feita horas depois de um comitê da ONU relatar uma série de violações por parte de Damasco, incluindo crimes contra a Humanidade.
Sobre a velhice… Da velha Europa
A Europa, como os Estados Unidos, consome demais e produz de menos. Mas, diferente dos americanos, não tem um ambiente com liberdade econômica suficiente para relançar rapidamente a expansão capitalista.
Contra os feiticeiros
Mais uma postagem que ressalta a importância da tecnologia na esfera política. E quanto mais uma área avança sobre a outra, mais se vislumbra a possibilidade de verdadeiras revoluções, como as que já estão acontecendo, como o próprio texto diz. Revolução mundial? Quem sabe um dia…
Esperava-se que a proliferação de computadores, notebooks e laptops fosse criar uma vasta nação sem fronteiras de nerds sedentários, uma geração inteira que só sairia da frente das suas telas e teclados arrastada.
As redes sociais substituiriam a vida social, todo contato humano seria eletrônico e virtual e nada levaria a grande nação enclausurada a desligar seus aparelhos e ir para a rua. Mas, como se vê, aconteceu o contrário.
Tanto nas manifestações que estão derrubando déspotas em cadeia no Norte da África quanto nos protestos na Europa foram as redes sociais que, em boa parte, encheram as ruas. O pessoal do movimento Ocupar Wall Street, nos Estados Unidos, também foi mobilizado pela internet.
Se você pensar que a internet foi criada pelo e para o Pentágono e representa a máxima conquista tecnológica do empreendedorismo capitalista, aumenta a ironia de, nos casos da Europa e dos Estados Unidos, ela estar levando manifestantes às ruas contra os poderes estabelecidos e os desmandos do capital. O que há de mais moderno no mundo trazendo de volta a ação política mais antiga e direta, a da multidão sublevada. O feitiço virado numa direção que os feiticeiros, decididamente, não previram.
Hoje em dia, a frase que pais preocupados dizem para filhos permanentemente ligados na internet não é mais “Meu filho, vai brincar um pouco lá fora”, mas “Meu filho, por favor, revolução não”.
No mesmo assunto: se Darwin tinha razão nas suas teorias sobre a sobrevivência dos mais aptos e adaptáveis, daqui a algumas gerações todos os seres humanos nascerão com dedos finos para acertar as teclas certas em iPods e iPads cada vez menores. Os dedos gordos e rombudos desaparecerão como os dinossauros.
Mas ouvi dizer que a evolução se dará do outro lado: os teclados tenderão a desaparecer, substituídos pelo comando de voz. Não duvido. Não duvido de mais nada desde que conheci o GPS falante. Os feiticeiros podem tudo.
(Original aqui.)
Memória viva
Governos espertos olham, em primeiro lugar, para o emprego e a renda. E procuram reger as demais variáveis em função das duas. Mas, e a inflação? A verdade é que a América Latina já esqueceu dela. A memória mais recente é a da estagnação
Cristina Kirchner venceu com folga o desafio reeleitoral, por uma razão simples, bem conhecida e já muito tratada, inclusive aqui. Na comparação com os antecessores, os governos Kirchner têm sido paradigma de eficência, desenvolvimento e preocupação social.
Lá, como cá, o desejo de não retornar ao passado ajudou Cristina. A ponto de ela obter votação recorde.
A Argentina tem seus problemas, com destaque para a fragilidade institucional. Ninguém sabe direito a quantas anda a inflação, aliás falar disso costuma dar dor de cabeça para os jornalistas dali. Pois os preços ali correm rápido.
E as convicções democráticas do casal Kirchner nunca foram uma brastemp.
Mas a economia cresce, gera empregos, há sinais de reindustrialização e a percepção social é que o kirchnerismo defende o país e os mais pobres. Ainda que as nuvens adiante estejam carregadas.
O momento fundador dessa percepção foi a denúncia da dívida externa, lá no começo do governo de Néstor.
Nascida do caos social e político provocado pelo colapso econômico, a necessidade da moratória se impôs, por cima de todas as advertências, ameaças e exibições de dentes.
A Argentina simplesmente não teria como sair do buraco sem ignorar uma parte dos compromissos financeiros. Ou até teria, a um custo social proibitivo.
Mais ou menos como a Grécia agora. A desvantagem dos gregos é fazerem parte de uma união monetária.
E o mais interessante foi a Argentina ter dado o passo no auge da deificação das “ideias certas”. Por exemplo a que prega a santidade e a imutabilidade dos contratos.
Uma ideia muito querida dos ideolólogos do empresariado, ainda que o empresário mesmo, o de raiz, nunca hesite quando denunciar um contrato é bom para o negócio dele.
Eu pelo menos nunca conheci nenhum que aceitasse levar a empresa à falência para honrar um mau contrato.
Os argentinos impuseram aos credores um forte desconto na dívida e não aconteceu nada. O dinheiro continuou chegando, engordando e indo embora, como sempre fizera antes. E como continuará fazendo desde que lhe garantam as necessárias condições de reprodução.
Argumentarão que a Argentina precisou pagar caro para compensar o maior risco.
E quem somos nós para dizer isso?
Aqui se produz todo ano um belo superávit primário. Um pouco mais, um pouco menos, mas sempre belo. Aqui vigora uma Lei de Responsabilidade Fiscal bastante rígida. E aqui a transparência das contas públicas é exemplo para outros países.
Tudo muito bonito.
E mesmo assim pagamos o maior prêmio do mundo a quem traz dinheiro para cá. Nossa taxa real de juros não tem concorrente. Pelo ângulo da engenharia reversa da precificação do risco, talvez sejamos, no fim das contas, um lugar bastante arriscado para investir.
Por incrível que pareça.
Se pagamos juros tão elevados é porque a coisa não vai tão bem assim. Do contrário não precisaríamos remunerar tão maravilhosamente quem traz o dinheiro.
Como curiosidade, os Estados Unidos, que estão na draga, pagam juro tendente a zero e mesmo assim qualquer marolinha planetária provoca um tsunami a favor dos títulos do Tesouro americano. E não contra.
Ainda que esse detalhe possa enfraquecer o argumento central da coluna, pois um trunfo dos Estados Unidos é a garantia pétrea de que honrarão seus compromissos.
A realidade é mesmo contraditória.
Vindo para a economia doméstica, a reeleição de Cristina Kirchner explica bem por que a colega do lado de cá da fronteira sustenta a política de redução de juros agora praticada pelo nosso Banco Central. Uma política agressiva, nas circunstâncias.
Governos espertos olham, em primeiro lugar, para o emprego e a renda. E procuram reger as demais variáveis em função das duas.
Mas, e a inflação? A verdade é que a América Latina já esqueceu dela. A memória mais recente é a da estagnação.
Com as devidas consequências políticas.
(Original aqui.)
Riqueza dos brasileiros hoje equivale à dos americanos em 1925
Número do dia: US$ 5 trilhões
É o valor da riqueza de todos os brasileiros, segundo pesquisa do Credit Suisse
O Credit Suisse incluiu no meio de um estudo sobre riqueza no mundo algumas informações inusitadas. Por exemplo, o banco notou que a população brasileira adulta possui hoje um patrimônio total de cerca de US$ 5 trilhões, o que equivale ao dos americanos em 1925.
Naquela época a população dos Estados Unidos era de 116 milhões de habitantes. No Brasil, havia 191 milhões de pessoas em 2010, segundo o censo mais recente, o que quer dizer que a riqueza por pessoa ainda é menor do que nos EUA de 1925.
Apesar de o Brasil estar atrasado em relação aos Estados Unidos nesse quesito, o país latino-americano atualmente avança em um ritmo muito mais rápido do que o norte-americano caminhava naquela época.
Se a economia andar como o previsto, estima o Credit Suisse, daqui a cinco anos a riqueza dos brasileiros somará US$ 9,2 trilhões, mesmo nível registrado nos EUA em 1948.
Em outras palavras, o aumento da riqueza dos brasileiros nos próximos cinco anos é comparável ao ganho dos americanos ao longo de 23 anos. Nesse intervalo, a
A população de todo o continente africano, por exemplo, tem hoje uma riqueza equivalente à dos EUA na primeira década do século 20. Daqui a cinco anos, a África deve atingir o nível que os EUA tinham no final da década de 1920.
O Credit Suisse projeta um crescimento da riqueza no Brasil em ritmo mais rápido do que a média mundial. Enquanto o patrimônio das pessoas no País deve quase dobrar em cinco anos, no mundo o aumento deve ser de 50%, passando de US$ 231 trilhões em 2011 para US$ 345 trilhões em 2016.
Em termos proporcionais, 2% da riqueza da população adulta mundial está hoje nas mãs de brasileiros; em 2016, essa fatia deve ser de 2,7%, na projeção do Credit Suisse.
Os EUA devem manter sua supremacia. Hoje, a população do país possui US$ 58 trilhões; em cinco anos, esse valor tende a subir para US$ 82 trilhões.
(Original aqui.)