Atraso digital ou mera má vontade


Na semana passada eu publiquei aqui um texto em que falei sobre o atraso digital do Brasil. Em síntese, falei sobre a incapacidade de renovar um certificado digital de maneira online. Hoje vou dar continuidade à “novela”. Mas desde já deixo a pergunta: seria mesmo atraso digital ou mera má vontade de quem nos atende?

Depois de ter recebido aquela resposta que considero absurda, tentei mais duas vezes.

Na primeira fui humilde: repeti a indicação de que havia visto no sistema de ajuda a possibilidade de renovar online e que não havia encontrado a opção no sistema.

A resposta do SERPRO foi exatamente a mesma. Parece que copiaram e colaram a resposta anterior.

Aí respondi novamente, indicando que não havia sido respondida a minha dúvida. Reclamei indicando a má vontade das pessoas em responder de maneira mais atenciosa. Falei que no próprio sistema de ajuda existe a opção, mas que a mesma não estava disponibilizada. E perguntei como fazer, inclusive explicando a situação de encontrar-me fora do país no momento.

Dou uma balinha de menta aberta para quem adivinhar qual foi a resposta.

Foi exatamente a mesma.

Mais uma vez, copiaram e colaram a resposta.

“Faça o agendamento e compre um novo certificado, levando todos os documentos exigidos”. Disseram isso com outras palavras.

Ficam no ar algumas dúvidas:

  1. Há alguém por trás do sistema ou são mensagens automáticas?
  2. Se eu já tenho certificado, seria mesmo necessário levar novamente todos os documentos?
  3. Não seria o caso de fazer um sistema acessado usando meu certificado atual, comprovando que eu o tenho, para renovar?
  4. Por qual razão indica-se uma coisa no aviso inicial – “renove online” – e quando se tenta fazer isso torna-se impossível?

Isso, dentre várias outras dúvidas que me são incompreensíveis.

Enquanto isso, e voltando ao e-Residency que citei anteriormente, não apenas é possível abrir uma empresa por lá como também será possível, em breve, abrir conta em banco. À distância, sem ter de ir à Estônia.

Uma pena que o Brasil prefere criar “jabuticabas” em vez de aproveitar o que já existe. As tomadas de três pinos com o formato atual – que só existem no Brasil, na Suíça e na África do Sul – que o digam…

No caso do Brasil é atraso digital ou mera má vontade?

Qual a sua opinião? Deixe aí nos comentários. Vamos debater o tema.

Um abraço e até a próxima!

Prof. Matheus Passos

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